Os jornalistas Geraldo Lopes e Viviane Pinheiro acabam de lançar, com farta pesquisa, o web site www.morrovermelhomg.com.br. O portal é resultado de mais de 40 anos de pesquisas e coleta de informações sobre o distrito de Morro Vermelho, em Caeté, na região metropolitana de Belo Horizonte.
A página, que tem versões para computador e celular, leva o nome de “Morro Vermelho, amor à liberdade” e conta toda a história de resistência do povoado no início do século 18. Abrange ainda textos sobre o Parque Nacional da Serra do Gandarela e áreas de preservação ambiental. Cita suas tradicionais festas folclóricas e religiosas, como a Cavalhada, repetida anualmente desde 1704. Enfoca também igrejas centenárias e locais de romarias e peregrinações. São mais de 30 páginas, mostrando a história, todas as riquezas históricas, culturais, ambientais e tradições centenárias de Morro Vermelho. Além de uma rica galeria de fotos, os principais enfoques são, entre outros: a busca do ouro; o Arraial de Viracopos; a Fazenda do Cutão; o Retiro dos Capetas; os dragões reais; a estrada real; a Guerra dos Emboabas; o Levante das Bateias; a Epidemia de Bexiga; a família de padres; as Diretas-Já; as atrações; o Parque do Gandarela; as cachoeiras e cascatas; as festas e tradições; a Cavalhada Nossa Senhora de Nazareth; as trilhas ecológicas; a cultura popular; os bens históricos; o artesanato e a gastronomia; as estórias, casos e lendas; a nossa gente; as notícias da terra; a mídia e redes sociais.
O portal mostra ainda uma página de serviços, onde o internauta pode conferir onde fica o povoado, como chegar, onde ficar, o que ver, o que comer e o que comprar. Paralela ao site, a página no Instagram @morrovermelhomg enfoca notícias diárias, atrações e novidades do povoado.
Segundo os autores, este é o primeiro passo para incluir definitivamente Morro Vermelho no calendário turístico de Minas Gerais, atraindo gente de todo o país para apreciar suas belezas naturais, cachoeiras, trilhas ecológicas e gastronomia centenária. O objetivo final é trazer mais emprego e renda para seus moradores com uma atividade econômica perene, além de deixar registrada, para as gerações futuras, toda a história do povoado, para que não se perca no tempo.
Pesquisa, texto e fotos
Pesquisa, texto e fotos: Geraldo Lopes.
Agostinho Marques e “Passagens por o Morro Vermelho”
Nascido e criado em Morro Vermelho, amante das suas origens, professor de história e sociologia da rede estadual de ensino e educador nato, Agostinho Marques Viana, autor do livro Passagens por o Morro Vermelho, lança agora um trabalho totalmente voltado ao ensino de crianças e adolescentes.
“Atividade Alternativa de História é um projeto que surgiu da ideia de educar brincando, levando as crianças à história do lugar”, conta Agostinho, que divide a proposta com o professor e diretor Edmar Alves. “São diversas atividades de palavras cruzadas e caça-palavras, que contam a história do local”, explica.
A série de livros engloba a história de algumas cidades da região metropolitana de Belo Horizonte. Cada lugar tem o seu exemplar.
Um dos lançamentos é o livro Caeté – entre o passado e o futuro, que foi aprovado para que todas as escolas da cidade o utilizassem na grade curricular de ensino municipal. “O projeto foi muito bem aceito pelo legislativo de Caeté, mas infelizmente o executivo não concretizou”, conta o professor, ressaltando que a tentativa foi feita em gestões anteriores.
Morro Vermelho é o oitavo livro da coletânea.
“Quando a criança cresce conhecendo a história do lugar onde ela habita, ela preserva”, diz esperançoso.
Prestes a completar 40 anos de lançamento, o livro Passagens por o Morro Vermelho é um convite a uma boa leitura sobre o distrito de Morro Vermelho. Atemporal, ele traz informações detalhadas sobre monumentos naturais, culturais e fatos que construíram a identidade do local.
A ideia de escrever o livro surgiu a partir de uma coluna que Agostinho escrevia para o Jornal Opinião, de Caeté, no final da década de 70. Nela, falava-se sobre o dia a dia em Morro Vermelho. “Sentir prazer em escrever sobre o Morro e ser útil à comunidade foram as motivações que me levaram a escrever o livro”, conta.
Em 1984 foi reconhecido publicamente por sua atividade, recebendo o título de honra ao mérito como destaque literário, em Caeté. Atualmente ocupa a cadeira número 4 na Academia de Letras do Brasil, representando Caeté dentre 34 cidades da região metropolitana de BH.
Residente em Contagem, Agostinho continua muito ligado às suas origens, valorizando suas raízes e levando o nome e a história de Morro Vermelho para todo o país.